Distanciamento…

13 10 2010

A cada dia que passa, eu não me sinto mais parte da minha família. Por quê? Não aguento mais tanta gritaria e tanta desordem por causa de coisas poucas. Dizem que família é assim mesmo, mas eu não me acostumo. Não tenho mais paz dentro da minha própria casa. Todos os dias tenho que conviver com os gritos da minha mãe com a minha irmã… E olha que minha irmã só tem sete anos. Está crescendo tão estúpida e tão sem freios quanto o tio dela foi quando pequeno… Ainda bem que esse já se mudou do quintal… Era um bom amigo pra certas coisas, mas era uma pessoa horrível no geral. Temo que esse seja o destino da minha irmã. Ela é prepotente e “boca-dura”, E SÓ TEM SETE ANOS…

Creio que meu tempo dentro dessa casa esteja se esgotando, pouco a pouco. Quero ter o meu apartamento pra poder viver minha vida em paz e sem ter que esconder de ninguém quem eu sou. Sinto-me angustiado toda vez que tenho que parar para medir palavras, de modo que minha máscara não caia… O pior é que essa angústia não cessa… Do contrário, ela cresce… Cresce toda vez que me vejo num ambiente livre e que posso ser quem eu sou de verdade e não preciso esconder-me dentro de facetas para agradar os outros… Acho que devo ser um imbecil por ter achar que tenho que agradar os outros, mas eu tenho que manter as relações estáveis por aqui, ou pelo menos tentar, pois as coisas não estão nada estáveis por aqui… Problemas financeiros, problemas familiares… É… vou levando a minha vida, que já não é muito simples, aos trancos e barrancos pelos quais a minha família passa…

Quero me libertar de tudo isto! Quero sim, e quero muito!!… Mas parece tão distante, tão onírico… Essa história de me libertar… Hah! Sinto-me pensando como um revolucionário francês no século XVI. Desejo um mundo melhor pra mim, um mundo livre, um mundo onde eu possa mandar em mim…

Na verdade, por trás dessa revolução de palavras… Eu acho que só quero me ver longe da minha família… Por mais doloroso que seja. É… preciso partir, partir pra longe e começar minha vida sem que seja controlado pelas rédeas de tradição e superstições impostas por eles…

Sei que estamos em outubro ainda e faltam 2 meses para que o ano acabe, mas… 2011 promete…

 

Filhote Solitário





Fúria desorientada

29 09 2010

RRRRRRAAAAAAAAAAAWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWRRRRRRRR!!!!!!!!!!!!

Estou com uma vontade de rugir… Rugir MESMO! Que nem uma fera bestial e descontrolada! Não me interpretem mal. Não estou querendo dar uma de “bicha histérica” e sair gritando por aí. Nos últimos dias, o pessoal tem me tirado do sério. Não estou afim de dar satisfações. Não estou afim de piadinhas. Não estou afim de que me questionem. Estou afim de que me deixem em paz, pelo menos por uma semana!!!!! E não estou falando isso porque estão me pressionando a dizer que sou gay nem nada. Digo isso tudo porque gostaria de ficar a sós com meus pensamentos para colocá-los no seu devido lugar. A faculdade me atrapalha, mas nem tanto quanto minha mãe. Oh, shit… Parece que ela deu pra questionar tudo o que eu falo, ter um contraponto pra tudo o que eu digo. EU SEI que ainda sou imaturo pra compreender uma série de coisas que estão ao meu redor.

“Ah tá, um ‘adultescente’ que sabe que é imaturo… essa é boa…!”.

Sim, caro leitor, eu sei que sou imaturo, principalmente porque me auto-conheço muito bem. Eu sei que sou maduro pra lidar com uma situação quando faço as coisas calma e calculadamente, quando tenho domínio da situação ou do contexto específico. Acredito que isso seja ser maduro. Ter domínio, saber o que está fazendo. Em muitos momentos da minha vida atual, eu vejo a imaturidade nua e crua. Não faço ideia da sinuca de bico em que estou me metendo. Foi assim quando aceitei minha homossexualidade, achando que ia ser oba-oba por ter me aceitado, quando decidi procurar um namorado pela internet, quando decidi escolher uma faculdade que se situa num universo completamente diferente do meu. Muitas vezes, eu me sinto perdido e furioso, e o pior é que me sinto um pouco desamparado. Nessas horas eu sinto falta da figura masculina dentro de casa, mas… whatever… Agora estou em busca de outra figura masculina, se é que me entendem. Sei que, provavelmente, não vai ser capaz de preencher a lacuna completamente, contudo, se eu tiver um homem forte em quem eu possa me amparar, frisando o sentido da palavra “amparar” em “ajudar, auxiliar, dar conselhos” e não “amparar” de “oferecer um ombro amigo pra chorar as pitangas”.

Enfim, acho que esse desabafo não passa de uma revolta por falta de um abraço gostoso de um macho e um cafuné, ou seja… carência…

Filhote Solitário





Ansiedades…

4 09 2010

Ultimamente tenho estado numa ânsia que só pra fazer várias coisas. Quero desenhar melhor e mais rápido, quero arranjar um emprego logo, quero ter meu dinheiro pra poder comprar minhas coisas e sair, quero morar fora de casa pra me sentir mais livre… Sem falar na ansiedade imensa de transar e ter algo a mais com um cara.

Eu sei que não sou o único gay no mundo e que perto de mim existem vários e que se eu quisesse já teria feito isso há muito tempo. Mas… os valores da sociedade ainda estão imbuídos no meu caráter. Ainda tenho aquele sonho de amor fiel e duradouro, que irei conhecer meu “urso ideal” (porque príncipe encantado eu deixo pra quem gosta de homem-forma, perfeito) e viverei feliz para sempre com ele. Sei muito bem que isso é possível, mas eu não quero mais essa relação tão perfeita e monótona ou, como diria uma professora da faculdade, “bege”, equilibrada, que não desperta nenhuma emoção extrema.

Dentro de mim existe uma fera esperando pra ser domada, ou domar outra fera maior ainda. Eu não quero uma relação morna, previsível, entretanto não quero uam relação cheia de altos e baixos como um sismógrafo na cordilheira dos Andes. Quero uma relação em que haja sincronia, romantismo e, é claro, “muito fogo” com meu homem.

Ahh… Eu já estaria a procura dele… Se já tivesse me assumido, arranjado um emprego e me estabilizado fora de casa, com certeza já estaria à procura. Sem contar um pequeno probleminha que tenho (um dente supranumerário indesejável) que me incomoda muito e que, imagino, me atrapalharia na hora de fazer… outras coisas, se é que me entendem, hehe.

Vou tentar conter um pouco essa ansiedade. Eu sei que ela vai passar quando tudo estiver resolvido na minha vida. Bom, tudo o que quero resolver, pelo menos.

Filhote Solitário








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