Vingança

20 12 2010

Parece que o Destino tem me pregado algumas peças nos últimos tempos. Eu não ligo, porém demorei um longo período até que não ligasse mais pra isso. Talvez a tal armadura da qual eu me orgulhe tanto tenha se tornado tão grossa que eu seja imune a qualquer coisa que tente me atingir, seja ela ruim ou boa.

Mas mesmo assim… Eu me sinto bem. Não tenho raiva do dito Destino. Agradeço a ele por ter me ajudado a me tornar quem eu sou e por ainda estar me ajudando a mudar coisas necessárias dentro de mim. Tenho muito o que viver, todavia creio que as mudanças que vêm ocorrendo dentro de mim… estejam todas acontecendo rápido demais, mesmo eu querendo ter um ritmo de vida mais lento, pra poder aproveitar tudo o que o mundo tem a oferecer…

Ha… Provavelmente eu esteja me enganando por lamentar que as mudanças ocorreram muito velozmente. Ora, afinal de contas, isso me dá tempo pra viver mais livremente esse meu “auge”, se é que posso chamar esse estado dessa forma.

No entanto, embora não seja vidente, posso prever que isso me ajudará no futuro. Tudo as peças que o Destino me pregou ao longo desses anos, como eu já disse, só me tornaram mais fortes e, quando a hora certa chegar, poderei me vingar com louvor dessa “insólita sina”. Nada mais de isolamento por falta de dinheiro, de assunto, de vivência e, principalmente, de experiência. Experiência… Essa foi a maior peça que o Destino já me pregou… Quantas vezes eu já me perguntei “porra, por que eu fiz isso?” e a resposta sempre foi “por falta de experiência!”? E mesmo reclamando dessa deficiência, eu não posso fazer nada a não ser viver e ir acompanhando as modificações que se fazem dentro de mim, utilizando a parte metódica, fria e calculista de uma das minhas personalidades para planejar cautelosamente o meu “plano infalível”, que mesmo assim estará sujeito a ser alterado pelos hábeis dedos do Destino.

Bom… não posso nem perguntar se vai demorar muito até que eu adquira a abençoada experiência, logo que cada parte de mim vai evoluindo de maneira independente… Então… só me resta viver o que está destinado a mim e ir burlando as regras e pegando atalhos necessários nessa “longa estrada da vida”. Ah, e lembrando que julgo alguns atalhos necessários, pois convenhamos… Tem momentos na vida em que é imprescindível o uso do famoso jeitinho brasileiro, hehe.

Deixo aqui uma música que gosto muito quando é cantada pela Fernanda Abreu. Não sou religioso, mas essa oração cantada desse jeito, ficou ótima.

É Destino… vingarei-me de você… Quer você queira ou não [/coolface].

Jovem Urso

P.S.: “Destino” com a primeira letra maiúscula não é uma analogia a “Deus”, “Alá” ou qualquer nome que dão à “entidade suprema criadora do mundo”. Como disse algum amigo blogayro em algum post… “prefiro ainda acreditar num Deus ursão e boa gente que vai estar lá em cima pra nos receber, conversar e dar as broncas necessárias”, ou algo assim. O Destino, para mim, é quem nos move e quem nos impede de mover. Detalhe, não sou de nenhuma seita oculta não, é só a minha interpretação do mundo espiritual. /fikdik

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