Cutucando a ferida…

8 12 2010

Talvez muita gente não entenda que coisas impregnadas com certos esteriótipos nem sempre são aquilo que parece. Não falo de gordos, magros, gays, héteros, brancos ou negros, mas sim da arte. Sim, a boa e velha arte, que as pessoas (digamos) leigas sempre acham que deve extrair emoções como tristeza e alegria e, ainda, ser bela e facilmente compreensível.

Esses dias, com a minha supermania de hyperlink, acabei chegando num blog meio random, cujo dono nem sei quem é, mas pretendo ler o blog, pois achei alguns textos muito interessantes. Chamou-me a atenção esse post em questão.

Não sou nenhum teórico em história da arte, mas eu sei o suficiente pra dar uma esclarecida nas ideias escritas nele. (lembrando que só estou querendo informar, sem neuras)

Primeiramente, recomendo muito que vão à Bienal de Arte. Sei que todos tem a capacidade de interpretar certas coisas e ficar com certas caraminholas na cabeça, como eu mesmo fiquei com algumas obras que não identifiquei o significado. Agora, vamos ao que interessa.

Arte, nem sempre é bonitinha e facilmente compreensível. Se pensam que arte é só aquelas coisas que foram produzidas antigamente, como no período clássico, na Grécia e na Roma antiga, ou um pouco mais tarde, no período modernista, cheio daquelas porras de vanguardas que enchiam os nossos olhos com tamanha diversidade… estão um tanto enganados. A arte, às vezes, pode levantar questões altamente controversas, como um dos temas chave da Bienal, que é a Política, a Alienação e, acho, a Globalização desenfreada.

Gil Vicente (não, não é o cara do Auto da Barca do Inferno) trouxe a Política e um tantinho de religião nos seus desenhos. Um tanto polêmicos, mas eu adorei. Pergunto-lhes… já tiveram vontade de depôr/sumir com/dar uns tapas em/matar/whatever um político ou alguém muito influente que só fode com a vida de um grupo de pessoas, principalmente quando VOCÊ faz parte desse grupo. Não estou fazendo apologia ao “anticristianismo” ou o que quiserem chamar, mas, se não tivessem tantas relíquias arquitetônicas e de valor histórico e se eu tivesse cacife pra isso, já tinha tacado uma bela bomba no Vaticano. Sim, sou radical. RAWR!, mas não vim falar disso (e nem é assunto pra post futuro, pois discutir sobre religião, futebol, afiliação política e sexualidade com unhas e dentes… sempre sai briga).

“Um amontoado de madeira”, segundo minha tia. Uma crítica ao crescimento populacional desenfreado e à verticalização do mundo, por Hélio Oiticica, na minha opinião. Fala sério… tanta gente que mora nesses “apertamentos” de hoje em dia em que não cabem mais do que um corpo (nada a ver com o “Ipêrtamento”… ele é mara, xD). Eu entrei dentro de um desses e, quando fui sair, bati com a minha cabeça bem forte na madeira… Doeu. Formou um galo, mas tudo bem, tava c/ o cabelo grande, então ninguém viu, =X.

Foto tremida, mas dá pra perceber que é uma sala cheia de jornal espalhado no chão, certo? Será que não é assim que nos sentimos quando nos é despejado aquele excesso de informação por parte dos meios de comunicação, e nem sempre conseguimos decifrar toda ela, ou até mesmo aproveitar alguma coisa… Interpretação… Interpretação… É a alma da arte.

Mirrors… tão subjetivos e tão objetivos ao mesmo tempo. Olha só pra esse aqui… Reflete uma mesa cheia de revistas de fofoca, estética e celebridades… Somos realmente assim, ou estão generalizando?… Cada um a seu modo, mas todos nós nos espelhamos em alguma coisa que queremos ser, ou que não queremos ser, ou idealizamos um patamar onde queremos chegar…

Curiosidade final… São nomes de prédios residenciais existentes em São Paulo. Tudo bem que são poucos nomes, mas são só exemplos… A maioria, não é nacional. Ou seja, mais pontos pra multiculturalidade/miscigenação/mundialização/perda de identidade/whatever de Sampa.

Enfim… é isso. A arte nem sempre nos agrada diretamente. Às vezes ela mexe com certas feridas que não enxergamos ou as quais nos acostumamos… Artistas ainda sabem como mexer com o interior das pessoas de maneira direta. Queria que tivesse uma obra do grande Banksy lá, mas ele nem deu as caras… Fico por aqui, RAWR!, xD

Jovem Urso

P.S.: Fotos gentilmente cedidas por… mim! XD

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Ineficiências

7 12 2010

Sinceramente, eu fico indignado com a ineficiência constante do transporte público de São Paulo. Tudo bem que são milhares de pessoas que passam por lá todos os dias e que é difícil manter tudo 100% organizado, mas… ninguém merece ter que pegar uma das linhas de trem mais movimentadas da região metropolitana e não ter qualidade nesse serviço. Revolto-me, principalmente, com a porra daqueles trens que são mais velhos que a minha avó e que foram (mal)reformados ao longo desses anos, enquanto que as outras linhas que tem a maioria das estações dentro de São Paulo recebem trens mais novos e confortáveis. Parece que a Companhia Porcaria de Trens Metropolitanos não entende que se ela é uma organização “PAULISTA” e “METROPOLITANA”, ela tem a obrigação de zelar pelaqualidade de todo o sistema de trens, e não só o da capital. E não venham com xurumelas de que São Paulo é uma cidade populosa, portanto tem certas prioridades… Tudo bem, aceito isso, mas não é desculpa pra simplesmente esquecer do resto.

Pelo jeito, isso só vai se resolver quando os passageiros se revoltarem e depredarem totalmente a porra daquele trem, que nem fizeram antigamente na ZL de Sampa ou no Rio de Janeiro (não estou generalizando, só ilustrando).

Fica aqui a minha revolta! RAWR!

Jovem Urso





A Saga do Filhote Solitário – Parte 3

29 11 2010

Bom, cá estou eu novamente, mas não pra falar de mim, nem do Pianista. Vim aqui registrar, mesmo que atrasado (como sempre), a minha revolta para com a homofobia declarada pelo chanceler da universidade onde estudo. Sim, eu estudo no Mackenzie. E não, eu não estava no meio da manifestação. Primeiro porque não sou assumido, como sabem. Segundo, não sou o tipo de cara que é militante gay ativamente. Dou meu apoio e tal, mas eu mesmo prefiro não me envolver nessas manifestações. Talvez seja porque sou novo no mundo gay e não sei muito bem das coisas, ou talvez seja porque não me identifico com os métodos adotados até hoje. Não sei se já comentei, mas eu não concordo com a existência da Parada Gay da forma como ela é hoje, só que isso é assunto pra outro post… Prosseguindo…

Fiquei altamente revoltado com essa publicação no site do Mackenzie. Porra, parecem que não entendem que não é só a administração da universidade é que é responsável pela imagem dela? Esquecem que o corpo discente também tem uma opinião própria e nem sempre concorda com a opinião da administração. Foi um erro imenso ter redigido tal comunicado. Não acho errado cada um exprimir a sua opinião, afinal estamos num país dito democrata e liberal. Sei que a igreja presbiteriana é contra o homossexualismo, sei de tudo isso, mas… Custa certas pessoas ficarem de boca calada?? Enfim… fica aqui a minha indignação.

Agora… apesar de que eu disse que não ia falar de mim, num primeiro momento, mas eu vou falar dos últimos acontecimentos no meu curso…

Cara… eu faço faculdade de Desenho Industrial… olha só o que me acontece bem no final do semestre… Perdi minha pasta A3, com TODOS os meus trabalhos que tinha feito da 2ª metade do semestre pra cá. Fora que foram-se réguas, esquadros, blocos de papel e etc…  Fiquei desconsolado e não sabia o que fazer… Só depois que tive a ideia de ir procurar a professora de Desenho, disciplina que perdi a maioria dos trabalhos. Felizmente ela me deu um prazo maior pra entregar os trabalhos… Na sexta-feira, entreguei 4 dos 6 trabalhos, e fiquei com notas relativamente boas, =D.

Tinha, ainda, 2 trabalhos maiores a serem apresentados. Um de Ética e um de História da Arte. O de Ética era uma animação, e eu lhes falo… Designers e futuros designers que me lêem… não substituam uma apresentação de slides por uma animação quando você não tem tempo suficiente pra fazer… Deu tudo certo, no fim das contas, com muitas correrias… Suicida isso…

Mais suicida foi nosso trabalho de História da Arte. Foi feito em uma semana, e era justamente sobre o suicídio… hahaha. O resultado final foi brilhante, apesar do prazo curto. Certamente a professora ficou maravilhada com nossa construção interativa de isopor pra sustentar os nossos vitrais góticos com a temática do suicídio segundo Émile Durkheim.

Agora tenho só uns trabalhos menores a serem feitos… E tentarei fazer postagens mais constantes e interessantes. Desculpem-me se o post não foi lááááá essas coisas, mas eu simplesmente senti que devia ser escrito, =)

 

Filhote Solitário





Influências

26 09 2010

Créditos a saphire-nightfairy, autor da imagem
e membro do Deviant Art.

 

Ultimamente, ganhei o extraordinário hábito de fuçar em blogs alheios antes desconhecidos, e vi que tem muita coisa interessante por aí para ler. Fiquei surpreso por encontrar um blog de um casal de ursos brasileiros. Surpreendi-me, em especial, com este post. Por quê? Ele me fez pensar em uma coisa… Eu, que não curto muito essa cultura massificante e padronizadora dos EUA, estava me acomodando a mais um padrão proposto por eles. Pensava que, quando estivesse livre e desimpedido (da família) e trabalhando, iria me vestir que nem o Steve Jobs, só que em versão ursina: camisa de flanela, calça jeans batida, workboots…

Só que detalhe… porra, eu moro no Brasil! Pode ter os momentos de frio em que uma camisa de flanela é bem vinda, mas… a maioria do tempo é quente e abafado que nem uma sauna (amplificado quando se anda frequentemente de transporte público…).

Mais uma vez, me tiraram uma venda dos meus olhos.

Acho melhor tirar do fundo do meu guarda-roupa minhas roupas + simples que eram as mais confortáveis de se usar (apesar de estarem um pouquinho desbotadas…). Isso não signifique que, no futuro, eu não passe numa loja de roupa country (outra americanização…) e compre uma camisa xadrez fininha, afinal eu adoro xadrez. ^^

Bom, vamos seguir em frente. o/

Filhote Solitário








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