Inspirações

1 11 2010

Bom, hoje postarei algo diferente… Não aconteceu comigo, mas devido a coisas que li e vi por aí na net… acabei me inspirando. Vou passar a escrever textos assim com mais frequência.
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Ritual

 

Preso estava eu novamente, neste mundo inglório, onde o sol se põe ao som do lamento incessante dos motores dos carros engarrafados em plena Marginal… A noite fria se aproximava de maneira sorrateira, e era nela que eu encontrava o meu conforto. Noite escura… Trevas… Luz de velas. Luz de velas?…

Devia eu ter feito algo muito ruim, ah devia! Estava preso desde que o sol raiou e não sabia o porquê. Observava o céu com certa indiferença, pois sabia que não ia adiantar pedir, implorar ou gritar… Tinha que simplesmente esperar pela sua volta… Ele era o único que poderia me libertar… Aliás… mesmo estando preso, estava mais livre do que nunca…

Quando o conheci, eu não era mais do que um simples ímpio, um imbecil nesse mundo cão de hoje em dia, trabalhando da aurora ao crepúsculo, num cubículo 2×2 de feito de umas divisórias pra lá de vagabundas, suando em bicas e quase passando mal de tanto calor naquela salinha infernal, mesmo sabendo que do lado de fora faziam 15ºC e chovia fortemente. E justamente num desses dias é que ele me apareceu.

Sentia meu corpo pesado, molhado de suor, sem vida… Eram 20 horas quando finalmente consegui me livrar de todas aquela papelada que meu chefe havia colocado em minha mesa 3 minutos antes do meu horário de saída… 3 minutos… Se não fossem aqueles malditos 3 minutos… Ou deveria dizer benditos 3 minutos? Depende… Se tivesse saído no horário, pegaria o ônibus lotado, sacolejaria durante umas duas horas até a minha casa, onde chegaria estafado, tomaria um banho frio, comeria comida requentada e dormiria numa cama dura, e o ciclo se iniciaria novamente no dia seguinte… E no outro… E no outro…

Mas não naquele dia.

20 horas. A chuva estava mais forte do que nunca. Pareciam canivetes tentando rasgar minha roupa e a pele escondida sob as vestes. Estava indo a pé até a estação de metrô, que ficava bem longe de onde eu trabalhava. O trânsito nas vias principais estava infernal, então pegar um ônibus era virtualmente inviável. Sentia-me mal, fraco, com frio. Minha visão estava duplamente turva, por causa da grossa chuva e da minha fraqueza. Resolvi mudar meu caminho por uma ruazinha mais vazia, assim não precisaria ficar vendo aquele trânsito angustiante.

Era uma rua estreita, onde um caminhão certamente não passaria, e, quem sabe, um carro de porte maior também não. Para minha surpresa, ouço o ronco de um motor vindo de algum lugar à minha frente. O carro parecia estar em alta velocidade… E ele estava naquela rua! Dois segundos depois, o carro estava freando a centímetros de distância de mim. Atônito, comecei a tremer mais do que o normal. Por sorte não morri…

Eis que, de dentro do carro, sai um senhor corpulento. Não consigo ver seu rosto, somente sua silhueta projetada em meio à chuva. Quando ia me aproximar para dizer algo, um súbito breu tomou minha visão. Tinha caído inconsciente…

Só acordaria horas depois, no meio de alguns cobertores muito macios e um colchão muito confortável. Aquela não era a minha casa. Lentamente abri meus olhos e vi aquele homem corpulento sentado de costas para mim na enorme cama. Lentamente ele se virou e logo fitei seus olhos, que pareciam penetrar minha alma. Ele me disse que eu havia desmaiado no meio daquela chuvarada e que me trouxe até sua casa. Eu estava com hipotermia e, para a minha sorte, ele era médico. Mais um pouco naquela chuva e eu poderia ter sérias complicações no meu corpo, segundo ele. Agradeci encarecidamente e disse que já iria embora, para não causar mais transtornos a ele, porém senti sua mão firme segurando minha perna na cama. Era tão forte, que não conseguia sair da cama, mas ao mesmo tempo era muito gentil, pois não estava me machucando. Ele falou que eu poderia ficar o tempo que quisesse ali, que não seria incômodo algum. De modo acintoso, ele começou a se aproximar de mim na cama. Assustado, encolhi-me num canto. Com uma voz grave e suave, ele disse:

– Eu não quero o seu mal.

Sua mão grande e áspera tocou minha face. Senti-me pequeno e tomado por aquele homem. Mais uma vez, nossos olhos se encontraram, mas dessa vez, senti minha alma sendo sugada e se misturando com a dele, numa perfeita sincronia, ao passo que sua língua invadia a minha boca e enchia minha mente de desenhos e sonhos… Em 25 anos, eu nunca tinha sentido tal demonstração de carinho por parte de ninguém, e era um total desconhecido que estava fazendo aquilo comigo… Desconhecido… Desconhecido?

Por um segundo, recobrei minha sanidade, apesar da paixão e intensidade despertadas em meu âmago. Interrompi aquele beijo imediatamente e pulei da cama. Eu estava nu. O que aquele cara tinha feito comigo enquanto eu estava inconsciente? O que eu ainda estava fazendo aqui? Ele se aproximou, com sua imponência quase que paternal, confortou-me em seus braços e sussurrou em meu ouvido que eu estava nu pois as minhas roupas estavam ensopadas demais e os cobertores me esquentariam melhor se estivesse pelado. Nesse instante, notei uma poltrona ao lado da grande cama. Havia uma manta e umas peças de roupa ali. Percebi que ele tinha dormido lá, e não na cama comigo. Suas intenções não eram totalmente maliciosas.

Depois de termos nos entendido, ele me preparou algo para comer. Conversamos sobre coisas banais, durante a refeição, até que um longo silêncio se seguiu. Dessa vez, eu me aproximei daquele senhor corpulento e o beijei, contudo, ele não aceitava ser beijado passivamente. Sua boca quase me engoliu novamente, e senti minhas forças serem drenadas novamente e sendo unidas às dele. Entremeio àqueles beijos, ele proferiu as seguintes palavras, com sua voz de trovão gentil:

– Você é meu, e serei seu senhor daqui pra frente.

Desde então, minha vida se tornou um paraíso. Não por causa dos meus interesses, que acabaram sendo bancados pelo meu senhor. Minha faculdade, minhas novas roupas, meu emprego em sua empresa. Eu sempre dizia que só precisava de uma ajuda financeira para começar, porque de resto eu poderia me virar, contudo ele insistia em pagar tudo para mim. Era melhor aceitar algo que me incomodava do que contrariá-lo. Toda vez que o fazia, meu senhor ficava agressivo e, depois, ficava frio, muito frio comigo. Isso me cortava por dentro. Era pior do que qualquer castigo. Suas crises de indiferença ainda me matariam…

Bom… acho que não foi por isso que vim parar algemado nesse porão. Não tinha feito nada de errado. Ele havia me prendido sem dizer nada durante a manhã. Só disse que à noite ele voltava. Eu não estava inconfortável naquela posição, com os braços e pernas estendidas, mas estava começando a ficar com fome e um pouco de frio… Já tinha ficado ali por mais tempo do que estava acostumado. Estava ansioso e excitado pela sua chegada…

Eis que, quando menos espero, vejo seus olhos verdes e penetrantes me espiando na entrada do porão. Ele já estava trajando seu costumeiro traje de couro que eu tanto gostava, e pelo visto havia limpado e lustrado também, pois quando ele acionou a meia-luz do porão, vi seu corpo reluzir e o cheiro de couro invadir lentamente o recinto e que se intensificava a cada degrau que ele descia, a cada metro que ele ficava mais próximo de mim… Logo, seus olhos estavam a centímetros do meu, suas mãos grandes seguravam meu rosto e logo senti sua barba grisalha e cerrada, porém cuidadosamente aparada, roçar o meu rosto. Suas mãos desceram pelo meu corpo, brincando um pouco com meus mamilos e depois continuaram seu caminho até chegar no meu músculo sólido e em riste, explodindo e excitação.

– Você foi um bom menino. Merece um prêmio – disse ele, no meu ouvido.

E assim ele recomeçava o seu ritual.

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Espero que tenham gostado. Vou sempre postar com a tag e categoria “Inspirações”. É meio amador. Não estou acostumado a escrever coisas c/ teor erótico. Acho que preciso de um pouco mais de vivência pra escrever algo mais realista… Se ficou meio clichê, me digam, por favor.

Despeço-me aqui, talvez essa semana poste algo sobre mim, mas não é garantido. Tenho algumas provas e trabalhos… ‘-‘

 

Filhote Solitário

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O que o Filhote quer da vida…

21 10 2010

O urso Kuma, personagem da série Tekken, agora em sua sexta edição. O personagem é medíocre de se jogar... mas, anyways, é um urso e gostei pra caramba dessa nova versão. o/

Bom, hoje não estou aqui pra reclamar da minha insólita vida de ursinho armariado. Gostaria de revelar aos meus leitores algumas coisas sobre mim que considero particularmente interessante, como o que quero fazer da vida quando entrar no mercado de trabalho oficialmente… e é claro, quando eu estiver caminhando já para o auge da minha carreira. ^^

A imagem do urso acima é um trabalho de caracterização de personagem e renderização em 3D, mas… é claro que vocês já sabem disso, haha. É o que eu quero fazer da minha vida, e eu sempre quis, mas estava meio desmotivado até terça-feira, quando vi uma palestra super massa sobre isso. Um rapaz de 22 anos chamado Rafael Grassetti foi quem ministrou a palestra. Os trabalhos do cara são simplesmente FODAS! Não tem outra palavra pra descrever. Trabalhou na criação de vários personagens de jogos, cinematics, bonecos e concept arts, como o Warhammer 40.000, Transformers 2, Iron Man 2 e até mesmo Star Wars!! Quando eu vi o boneco do Jar Jar Binks que eu tanto queria comprar na telona do retroprojetor e ele disse que tinha sido ele quem projetou… Nossa, quase babei!

Bom… de fato… eu tenho um longo caminho a trilhar… Não sou tão brilhante em desenho e nem sei fazer esculturas, como podem conferir no site dele. Mas como ainda sou um filhote, tenho muito tempo pela frente e vou usar esse tempo pra me aprimorar e chegar onde eu quero, ^^. Vai demorar bastante, porém a demora e o esforço valerão a pena!

Quando aprimorar um pouco + a minha técnica, criarei uma página para expôr alguns trabalhos. Enfim, fico por aqui, até mais ver!

Filhote Solitário





Descobrindo o gouinage…

5 10 2010

Tenho pensado bastante em minhas preferências durante o sexo, mesmo nunca tendo praticado… hehe

Mas, pelas fantasias que eu tenho, pude ver o que eu mais quero e o que eu quero, porém nem tanto… Já reparei que não tenho um desejo tããão grande de comer um cara. Acho que ser passivo faz mais o meu feitio, já que quero muito dar prazer a um homem e me sentir aconchegado e seguro enquanto transamos… Seus braços me abraçando e me trazendo pra perto dele, sentir que ele está dentro de mim, olhar nos profundamente nos seus olhos e beijar sua boca quente enquanto transamos, lenta e apaixonadamente (ou rápida e apaixonadamente, dependendo do fogo, xD).

Contudo… outra ideia acabou surgindo na minha cabeça… Ou melhor, as minhas recentes pesquisas acabaram me fazendo pensar nisso. Descobri uma prática sexual chamada Gouinage, ou melhor dizendo, o sexo sem penetração, eternas preliminares, diga-se de passagem. Não há ativo, nem passivo, mas apenas troca de carícias e sexo oral juntos… Fora a “luta de espadas” ou “frot”… Eu já fantasiei muuuuito com uma noite com outro homem só de beijos, abraços, carinhos… sentir o corpo dele de vários jeitos possíveis… Hmmmm… Já fiquei animadinho só de lembrar, mwahahahahahaha

Digamos que essa minha vontade de praticar gouinage ficou bem empatada com a minha vontade de ser passivo… Agora vamos partir um pouco à caça, porque esperar ser caçado não está dando muito certo… xD

Filhote Solitário





Hiperssexualidade e desejo proibido

19 09 2010

Às vezes eu não me entendo… Tem dias que passo totalmente nulo, sem nenhum pensamento pervertido, nem uma olhadela pro gostoso da minha sala na faculdade. Tem outros em que prefereria ter ficado em casa me masturbando o dia inteiro (já que por enquanto as opções se restringem a isso). O problema é que, nesses dias em que eu fico com a cabeça imersa nesses pensamentos pervertidos, eu não consigo me concentrar tão bem em outras coisas, principalmente naquelas em que preciso do máximo de concentração, como praticar desenho ou fazer alguma proposta da faculdade. Estranho… muito estranho…

Andei dando uma pesquisada sobre BDSM e descobri uma coisa muito curiosa. Existe uma corrente científica que acredita que os indivíduos que adotam essa prática geralmente em um distúrbio chamado hiperssexualidade (ou ninfomania, para mulheres, e satirismo, para homens), onde o indivíduo tem dificuldade em controlar seus impulsos sexuais, o que acaba atrapalhando-o em outras atividades.

Por um instante, pensei que tivesse tal distúrbio, pois tenho uma certa inclinação a querer amarrar alguém/ser amarrado por alguém e submetê-lo às minhas/submeter-se às suas vontades… Fora o fato de que muitas vezes os pensamentos pervertidos me assaltam em horas bastante inoportunas do meu dia. Mas dando uma lida melhor, vi que não possuo muitas das características que classificam melhor um “sexual addict” desses. Não me sinto culpado quando tenho tais pensamentos em horas inoportunas, só acho um pouco incômodo, e às vezes tenho uma certa dificuldade em esconder que gostei de um pensamento… Também tenho controle sobre as minhas fantasias sexuais, apesar de às vezes dar vazão a elas. (se não desse vazão, talvez não teria controle)

Ahh, anyways… A uns dias atrás, tive um sonho que me perturbou, mas ainda assim foi muito bom. Não sei se mencionei que tive um sonho estranho, mas acho que o fiz sim. Sonhei que estava num lugar escuro, provavelmente uma casa, ou algo do tipo. Eu ouvi uma voz me chamando de um modo estranho. Achei que fosse do meu melhor amigo. A voz dele ecoava de um jeito misterioso e excitante. Havia uma fraca luz que me guiava pelos corredores, tremeluzente, como uma tocha. De repente, a luz se apaga. Congelo, pois escuro repentino numa hora dessas nunca é bom. Alguém põe um pano sobre o meu nariz. Tudo apaga… Achei que o sonho tinha terminado. Muitas vezes tive sonhos que acabavam assim do nada e eu acordava assustado.

Dessa vez foi diferente.

Eu não acordei e o sonhos continuou. Estava num lugar escuro, mas uma fraca luz brilhava na sala. Podia ver que estava nu e meus braços e pernas estavam presos em uma espécie de plataforma. Onde estaria meu amigo? Eu tenho certeza que era a voz dele… Ouvi passos vindo por trás de mim. Não consigo ver quem é, a plataforma me impedia. Só senti que uma venda foi posta em mim de modo brusco.

“Quem está aí?”, perguntei assustado.

Senti uma mão forte me batendo no peito. Não gritei, pois não doeu muito. A mão permaneceu no meu peito. Parecia sentir as batidas do meu coração.

“Não se preocupe”, disse a pessoa, cochichando, de forma que não pude reconhecer a voz. Só soube que era um homem, pois não me arrepiaria todo c/ um sussurro de uma mulher.

Sua mão alisou meu peito e apertou meus mamilos. Deixei escapar um gemido. Sua mão alisou meu peito, passando pela minha barriga. Senti ele dando leve beliscos enquanto descia. Seus dedos roçaram meus pelos pubianos, pararam, subiu um pouco. Descansou sua outra mão no meu ombro e me deu um beijo longo e quente. Interrompi o beijo quando ele apertou meu pau. Ele voltou a me beijar e me masturbou enquanto isso. Não demorou muito e eu acabei gozando.

O cara tirou minha máscara. Era meu melhor amigo, vestindo um colete, calças e botas de couro. E ele disse:

“Depois nós continuamos…”

Aí sim eu acordei assustado. Eu não deveria sonhar com ele, não deveria! Acho que mais do que nunca, vi que preciso de um namorado, pra que eu possa concentrar todo esse amor e sexo pra dar para outra pessoa que não seja meu melhor amigo… That hurts… Isso dói muito… Espero que não tenha outro sonho desses. Primeiro, porque não tenho chance alguma, segundo, por que feriria outras pessoas…

Despeço-me aqui.

Filhote Solitário








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